Hoje estrearemos um novo tipo de post, serão colunas que vez ou outra aparecerão por aqui com temas diversos que sempre terão diálogos com a moda. Espero que gostem!
Usando uma linguagem quase, bem quase acadêmica, amoda e a roupa em si (como objeto), sempre estão relacionadas comidentidade, expressão visual. Como já dito no post B.B., quando imprimimos personalidade em nosso repertório visual, este se torna umestilo que muitas vezes pode nos eternizar como indivíduos. A roupa além de nos proteger e de nos esquentar, nos torna singulares, nos diferencia da massa, mas isto é assunto para outras colunas..
Então, depois de tanto falar sobre roupas imagine-se sem ela...
Imagine todo o mundo sem ela... Despindo-se de todos estes
simbolismos que as roupas nos trazem, nos resta um corpo. Sim, apenas um
corpo comum (não imagine, por favor, fotos a la
playmate que não vale!rs), nada mais
naturalque um corpo nu não é?
Spencer Tunick, o fotógrafo das multidões nuas, enxerga indivíduos nus em grupo como uma
nova forma orgânica, que interagem com a paisagem fazendo parte dela, ou até se tornando uma. Quanto às pessoas nuas, o desafio para elas é se
desprenderem do
erotismo que este ato implica, transformando-se em apenas uma peça que só faz sentido se estiver em meio a outras. Esta é mais uma interpretação pessoal que tenho das instalações de Tunick, pois acredito que suas obras me despertam questionamentos pessoais sobre o quanto
mitificamos o próprio corpo, quando na verdade, sem as roupas, somos apenas uma forma orgânica. Me lembram também o quanto posso ser diferente, fazer a diferença como "
nós". É meio profundo mas vale um tempinho para pensar...Ou simplesmente só olhe, tente esquecer que são... pessoas...
naked. 
Somos tão iguais sem as roupas não é?! Não fosse a nossa tabela de corvariada que vai dos brancos rosados aos negros intensos, passando pelo bege, amarelo e avermelhados seríamos completamentemonótonos...